4 histórias de transformação social pelo esporte

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4 histórias de transformação social pelo esporte

Como conseguir uma verdadeira transformação social com tanta desigualdade que presenciamos diariamente? Uma das respostas está na promoção do esporte, que é uma excelente alternativa para acabar com essas diferenças, especialmente nas regiões mais carentes.

Ele é uma das chaves que modifica a vida de centenas de crianças e adolescentes atendidas por ONGs  em todo o Brasil, como o Instituto Reação. A prova de que projetos como esses trazem resultados está no depoimento de quem teve a sua vida transformada  por eles. 

Neste post você vai conhecer quatro histórias que mostram que é possível lutar contra as estatísticas e não deixar que o seu futuro esteja pré-definido. Conheça e se emocione!

Porque buscar a transformação social com o esporte

A educação e o esporte se tornaram importantes ferramentas de transformação social. Criando oportunidades  para os participantes desses projetos modificarem a sua vida e, muitas vezes, a dos seus familiares também.

Ao serem acolhidas nas ONGs, os jovens mudam a forma de ver o mundo e isso impacta diretamente a  sua maneira de lidar com as pessoas e de agir diante dos problemas.

Histórias de transformação

Conheça agora a história de superação de Rafaela Silva, Adriele Ribeiro, Rodrigo Borges e Yolande Mabika, todos atletas do Instituto Reação.

Rafaela Silva

Única judoca brasileira a ser campeã olímpica e mundial,  Rafaela Silva começou no judô com o objetivo de parar de brigar nas ruas. 

Quando entrou para o projeto  em 2000, Rafaela tinha apenas oito anos. Aos 16 se tornou campeã mundial júnior e, aos 20, disputou seus primeiros Jogos Olímpicos. Com 21 anos ela trouxe para o Brasil nossa primeira medalha de ouro do judô feminino no Campeonato Mundial Sênior. Três anos depois, conquistou a medalha de ouro olímpica, nos Jogos do Rio, e entrou para a história como uma das maiores judocas brasileiras de todos os tempos. 

Nascida e criada na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, Rafaela gosta de declarar: “No judô encontrei disciplina, passei a respeitar os outros e comecei a levar o esporte a sério. O judô me mostrou o mundo! Com os recursos que ganho garanto meu sustento e ajudo a minha família a pagar as contas.”

Adriele Ribeiro

O judô é somente o primeiro passo para a realização dos sonhos de Adriele Ribeiro, que pretende ser médica. Atleta  determinada e aluna aplicada, também estuda violino e inglês. 

Em 2015, ganhou uma bolsa de estudos na Escola Mater, graças ao seu bom desempenho no Reação. Em 2016, bolsa integral no Colégio ORT – Instituto de Tecnologia, participando em 2018 do projeto de intercâmbio escolar no Panamá.

Mesmo com todas essas conquistas, Adriele nunca deixou o judô de lado. Hoje, ela tem ainda mais certeza do quanto o esporte foi fundamental para alcançar tudo isso.

Rodrigo Borges (Feijão)

Sonhando com o judô desde muito novo, somente aos 17 anos Rodrigo Borges, o Feijão, conseguiu entrar para o esporte, ao fazer parte da primeira turma do Reação.

Hoje, faixa preta de judô e jiu-jitsu, ele é formado em Educação Física e atua na área, graças a conquista de uma bolsa de estudos, tornando-se  a primeira pessoa de sua família a fazer faculdade. 

Antes do judô, nem cogitava ter o terceiro grau. Achava que chegaria, no máximo, ao ensino médio, como minha mãe. Hoje, sei que a minha filha e netos seguirão o meu exemplo e terão diferentes perspectivas das que eu tinha quando eu era criança”, declarou Feijão.

Yolande Mabika

Certamente, uma das histórias de superação mais impactantes e emocionante é da Bukasa Makiba Yolande, ou somente Yolande, como é chamada no Reação. 

Nascida no Congo (África), após passar toda infância separada dos seus pais por conta da guerra, encontrou no judô uma forma de sobreviver, mas, mesmo assim, no caminho para chegar até o Brasil enfrentou fome, medo, solidão e incerteza.

Depois de muita luta chegou ao Instituto Reação e teve  sua vida modificada, ao encontrar apoio e todo suporte necessário para voltar a lutar: “Quando subi no tatame outra vez, me senti muito feliz, Senti como se estivesse saindo num outro planeta, como se as pessoas estivessem perto de mim novamente. Antes, não. Antes, estava sozinha.”

Hoje, a tristeza ficou para trás, Yolande se tornou uma atleta de alto rendimento e disputou os Jogos Olímpicos do Rio em 2016, pela equipe de refugiados.

Incrível, não acha? Quer conhecer mais histórias de sucesso e ver como a transformação social pelo esporte só traz bons resultados? Então acesse http://www.institutoreacao.org.br/historias-de-sucesso/ 

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