Breno Viola, 1° judoca faixa preta das Américas com Síndrome de Down, é novo monitor do Instituto Reação

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Breno Viola, 1° judoca faixa preta das Américas com Síndrome de Down, é novo monitor do Instituto Reação

Os alunos do polo Rocinha ganharam mais um exemplo para se espelhar dentro do tatame. Há quase dois meses, o judoca Breno Viola, primeiro faixa preta com Síndrome de Down das Américas, é monitor nas turmas de terças e quintas, no turno da tarde, ao lado dos senseis Aurimar Costa e Cristiano Oliveira.

O convite para integrar a equipe do Reação foi feito pelo presidente e fundador do Instituto, Flavio Canto, grande amigo de Breno. “Estou gostando muito de trabalhar aqui. Conviver com as pessoas é o que mais gosto, essa troca de experiências”, conta ele.

Breno é judoca há 35 anos e começou no esporte quando tinha apenas três anos de idade, inspirado pelo pai e o irmão, que também eram praticantes das artes marciais. Atualmente, ele representa o Clube de Regatas do Flamengo como atleta, na categoria -66kg. Em sua longa carreira no esporte, ele já fez parte do Clube Santa Luzia, Clube de Regatas Vasco da Gama e Colégio Sion.

Breno é referência para judocas do mundo todo por mostrar que pessoas com deficiência são capazes, sim, de se destacar no esporte. Em 2007, ele ganhou a medalha de ouro no Judô For All (Judô para Todos), que aconteceu em Ravenna, na Itália. Nos anos seguintes, mais resultados expressivos. Em 2011, ele ficou em 4° lugar no Special Olympics Summer Games realizado na Grécia, e, em 2015, em Los Angeles, terminou a mesma competição em 5º lugar. O Special Olympics Summer Games é considerado as Olimpíadas para pessoas com deficiência intelectual.

Apesar dos títulos em competições importantes, ele destaca que suas maiores conquistas no judô foram as graduações. Ele conquistou o 1° dan em 2002, o 2° dan em 2007, o 3° dan em 2012 e o 4° dan veio no final de 2018.

“É muito gratificante para mim. A Federação e a Confederação me pediram para não parar de lutar, porque outras pessoas se espelham em mim. Eles dizem que sou exemplo e que ainda tenho capacidade para continuar lutando”.

Com 38 anos, Breno não para de sonhar alto. Ele quer, agora, formar campeões olímpicos. Se depender de sua força de vontade e capacidade, não temos dúvida de que é possível realizar mais esta conquista. Fora dos tatames, ele é defensor de causas ligadas à Síndrome de Down.

Seja bem-vindo, Breno!

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