Como praticar a inclusão social nas empresas

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Como praticar a inclusão social nas empresas

Ainda que a inclusão social nas empresas seja determinada por lei, para que essa prática alcance seu objetivo é importante que não vise apenas o atendimento às legislações.

Ou seja, para que uma pessoa com deficiência (PCD) realmente se sinta acolhida e parte daquela organização, é fundamental que esse ato seja parte da cultura do local.

Para isso, além das adaptações estruturais, é preciso conscientizar os demais colaboradores e oferecer ferramentas que contribuam para uma convivência igualitária entre todos

O que a sua empresa pode fazer para alcançar isso? É o que vamos esclarecer neste post.

Porque deve haver inclusão social nas empresas?

São consideradas pessoas com deficiência aquelas que possuem alguma limitação permanente de origem física, mental, sensorial ou intelectual, presentes desde o nascimento ou adquiridas em decorrência de algum episódio (doença ou acidente) ao longo da vida.

O fato é que essas limitações, na maioria das vezes, se tornam um empecilho para que as PCDs consigam emprego, mesmo que tenham capacidade e conhecimento para desempenharem a função que estão buscando.

A fim de modificar essa realidade existem duas leis: a Lei 8213/1991, conhecida com Lei das Cotas, e a Lei 13.146/2015, que sanciona o Estatuto da Pessoa com Deficiência. 

A primeira torna obrigatória a reserva proporcional de vagas para PCDs em empresas com mais de 100 funcionários. Já a segunda visa garantir a inclusão social nas empresas e condições de igualdade para esse grupo.

Quais obrigações precisam ser cumpridas?

Do ponto de vista legal, existem diversas obrigatoriedades que devem ser cumpridas pelas empresas para atendimento às PCDs, tais como:

  • sinalização adequada baseada no SIA, Símbolo Internacional de Acesso;
  • reservar vagas preferenciais quando disponibilizar estacionamento;
  • piso regular, antiderrapante, bem conservado e livre de obstáculos;
  • piso tátil para deficientes visuais, de acordo com as normas da ABNT NBR 9050/04;
  • portas e balcões com medidas que proporcionem fácil acesso aos  cadeirantes;
  • corredores e elevadores com dimensões adequadas;
  • banheiros exclusivos para PCDs, com largura adequada e barras de apoio;
  • rampas de acesso;
  • alarmes de incêndio com alerta sonoro e luminoso;
  • placas informativas com opção em Braille;
  • adequação digital para pessoas com problemas de audição ou dificuldades motoras.

Como praticar a inclusão social na sua empresa

Mas como mencionado no início, a inclusão social nas empresas não deve se limitar ao cumprimento das leis. Quando isso acontece, é comum notar que aquele profissional, ainda que admitido, continua à margem da sociedade.

Por isso, é fundamental trabalhar de modo que os demais membros da equipe também estejam preparados para receber e tratá-lo com igualdade no dia a dia, focando no quanto esse profissional pode contribuir para as atividades. 

Um bom exemplo de como isso pode ser feito é promovendo um treinamento de Libras (Língua Brasileira de Sinais) caso sua empresa esteja se preparando para receber um profissional com deficiência auditiva.

Dessa forma, quando essa PCD for admitida, todos estarão prontos para recebê-la e trabalhar juntos sem qualquer barreira de comunicação.

No entanto, há diversas outras ações que podem ser colocadas em prática para promover a inclusão social nas empresas. Veja algumas sugestões:

  • fazer um planejamento prévio das necessidades de cada PCD e realizar os ajustes antes da sua chegada;
  • criar um código interno de cultura e de conduta voltados para essas questões;
  • fornecer todas as informações necessárias e esclarecer dúvidas da equipe;
  • capacitar o RH (Recursos Humanos) e demais funcionários;
  • incentivar a empatia, o respeito e o fato que é possível conviver com as diferenças;
  • valorizar a PCD como profissional, olhando-a além de suas limitações.

O Instituto Reação, por exemplo, promove a inclusão social proporcionando a crianças, jovens e adolescentes oportunidades de crescimento por meio do judô e da educação.Para conhecer mais sobre nossos projetos, acesse agora o nosso site.

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