Conheça os blocos de carnaval que promovem a inclusão social

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Conheça os blocos de carnaval que promovem a inclusão social

Está chegando uma das festas mais populares do Brasil. Regada a muito samba, confete e serpentina, a questão que fica é: como promover a inclusão no Carnaval e garantir que todas as pessoas possam se divertir?

Pensando nessa questão, vários blocos foram criados especialmente para isso. Conheça agora quatro deles que levam muita alegria e igualdade pelas ruas do Rio de Janeiro.

Inclusão no Carnaval: blocos que fazem a diferença

Promover a inclusão no Carnaval é uma maneira de permitir que pessoas com algum tipo de deficiência possam participar dessa grande festa. Além da importância desse ato em diversas outras situações do dia a dia, por que não trazer momentos de felicidade e descontração de maneira igualitária a todos? 

Se está à procura de blocos que pensam dessa forma para curtir os dias de folia, veja estas opções!

Loucura Suburbana 

Em sua 20ª edição, o Bloco Carnavalesco Loucura Suburbana, que foi criado em 2001, fará seu desfile pelas ruas do bairro Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio, mais uma vez.

Mais do que “pular o Carnaval”, a saída do Loucura Suburbana é resultado das diversas oficinas promovidas ao longo do ano para a rede de saúde mental da cidade.

O intuito do projeto é desconstruir o modelo de assistência prestado aos pacientes com transtornos mentais, unindo pacientes, familiares e funcionários do Instituto Municipal Nise da Silveira em uma grande festa, sem qualquer preconceito.

Tá Pirando, Pirado, Pirou!

Também promovendo a inclusão no Carnaval a pacientes da rede pública de saúde mental, o Coletivo Carnavalesco Tá Pirando, Pirado, Pirou! leva alegria às ruas da Urca, na Zona Sul.

Fundado em dezembro de 2004, o nome do bloco foi inspirado na fala de um paciente do Instituto Municipal Philippe Pinel: “Não vamos fazer carnaval só pra quem tá aqui dentro e já pirou, vamos pra rua brincar com quem tá pirando… Tá pirando, pirado, pirou!”

Assim, no Carnaval de 2005, eles desfilaram pela primeira vez pelas ruas da cidade. 

Além de fazerem parte da revitalização do Carnaval de rua do Rio, promovem a inclusão de pacientes com transtorno mental e reforçam a luta antimanicomial e a reforma psiquiátrica nacional. 

Embaixadores da Alegria

Uma grave crise na coluna fez com que o inglês Paul Davies não conseguisse desfilar no Carnaval. 

Morando no Rio de Janeiro há mais de 20 anos e apaixonado por samba, Paul usou seu problema momentâneo como inspiração para criar o Embaixadores da Alegria e, assim, permitir que pessoas com deficiência  pudessem participar da festa que ele tanto gostava.

Fundado em 2006, foi no ano seguinte que o projeto ganhou vida. Uma das primeiras conquistas foi a apresentação no PAN do Rio de Janeiro em 2007, com duas horas de show.

Desde então o Embaixadores da Alegria só cresce. Contemplando pessoas com deficiência física, motora e cognitiva, o grupo conta com o apoio de diversos especialistas como fisioterapeutas, pedagogos, terapeutas, psicomotricistas, entre outros. 

Premiada, a organização social sem fins lucrativos mantém parcerias institucionais e também culturais com várias agremiações carnavalescas. 

Senta Que Eu Te Empurro

A proposta do Bloco de Carnaval Senta Que Eu Te Empurro é socializar, integrar e dar visibilidade a pessoas com deficiência. 

De maneira divertida e descontraída, desde 2008, o bloco sai pelas ruas do bairro do Catete quebrando barreiras, preconceitos, levando alegria e colaborando para a autoestima dessas pessoas.

A inclusão é um dos pontos mais importantes para o Instituto Reação, seja social, de pessoas com deficiência, de refugiados, etc. Aqui, nossas ferramentas são o esporte e a educação. Através disso, ajudamos a modificar a vida de crianças e adolescentes de comunidades do Rio de Janeiro e de Cuiabá. 

Quer conhecer mais sobre a nossa história e projetos? Acesse o nosso site e fique por dentro de tudo!

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