Judocas refugiados Popole Misenga e Yolande Mabika participaram do Grand Slam de Brasília

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Judocas refugiados Popole Misenga e Yolande Mabika participaram do Grand Slam de Brasília

A convite da Federação Internacional de Judô (IJF), os atletas congoleses do Reação Popole Misenga (-90kg) e Yolande Mabika (-70kg) participaram do Grand Slam de Brasília, representado o Time de Refugiados e mostraram, com muita garra e determinação, que o sonho de uma medalha internacional ainda está vivo apesar dos resultados recentes.

Yolande lutou na segunda-feira (07/10), mas perdeu para a italiana Alice Bellandi (-70kg), após sofrer um ippon, logo no primeiro combate. No dia seguinte (08/10), foi a vez do também congolês Popole Misenga (-90kg) entrar no tatame do Centro Internacional de Convenções do Brasil em busca de uma medalha. O judoca não teve um bom desempenho e parou na primeira fase, após ser derrotado pelo peruano Yutta Galarreta Vilar (-90kg).

Apesar de não terem tido bons resultados na competição, a participação dos dois judocas em eventos internacionais é incentivada pela IJF, pela ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e pelo Instituto Reação, que acredita no potencial deles e abraça a causa dos refugiados pelo mundo.

Para o coordenador do Reação Olímpico e técnico de Yolande e Popole, Geraldo Bernardes, o apoio de entidades do judô aos dois atletas é fundamental para um bom desenvolvimento.

“Acho muito importante que as principais entidades mundiais estejam apoiando os refugiados, pois eles terão uma oportunidade no esporte participando das competições internacionais, adquirindo experiência e desenvolvendo seus talentos”, disse.

Este ano, Popole participou do Mundial de Judô, no Japão, e, ano passado, realizou um treinamento em Tóquio com os japoneses, além de disputar o Grand Slam de Osaka.

Congoleses chegaram ao Reação em 2015

Popole Misenga (-90kg) e Yolande Mabika (-70kg) nasceram na República Democrática do Congo, na África, um país que vive em guerra civil até hoje. Ainda crianças, fugiram dos ataques, perderam o contato com a família e cresceram em um campo de refugiados. Apesar de sofrerem muitos maus-tratos, aprenderam a lutar judô e se tornaram faixas pretas.

Eles chegaram ao Rio de Janeiro em 2013, para participar do Campeonato Mundial de Judô, mas foram abandonados por seus técnicos, o que fez Yolande desistir da competição. Popole, mesmo muito fraco, lutou, mas perdeu o combate por falta de competitividade.

Eles passaram a integrar o time Reação em 2015, através de um contato com a Cáritas, instituição que os resgatou da rua. De lá para cá muitas emoções já aconteceram. Eles disputaram os Jogos Rio2016, representando o primeiro Time de Refugiados da história, a convite do Comitê Olímpico Internacional.

Saiba mais da história deles aqui.

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