Histórias de Sucesso: Time Olímpico de Refugiados

O que aconteceu com os nossos atletas mostrou que realmente através do esporte existem exemplos significativos de superação para todo mundo e todo Brasil.

Geraldo Bernardes, Coordenador do Reação Olímpico e técnico de judô do Time Olímpico de Refugiados.

case_refug02

Popole Misenga (24 anos) e Yolande Mabika (28 anos) nasceram na República Democrática do Congo, na África, um país que vive em guerra civil até hoje. Ainda crianças eles fugiram dos ataques, perderam o contato com a família e cresceram em um campo de refugiados. Apesar de sofrerem muitos maus-tratos, aprenderam a lutar judô e se tornaram faixas pretas.

Os dois chegaram ao Rio de Janeiro em 2013, para participar do Campeonato Mundial de Judô, mas foram abandonados por seus técnicos sem comida e documentos. Yolande desistiu da competição. Popole, mesmo muito fraco, lutou, mas perdeu o combate por falta de competitividade.

A história deles encontrou o Instituto Reação em 2015, através da Cáritas, instituição que os resgatou das ruas. Eles voltaram para o tatame e foram abraçados por uma nova família, uma nova pátria. Em 2016, foram escolhidos pelo Comitê Olímpico Internacional para integrar o primeiro Time de Refugiados da história dos Jogos Olímpicos, ele na categoria 90kg e ela na 70kg. As medalhas não vieram, mas eles venceram a maior batalha que travaram durante a vida inteira, e agora conseguem viver suas vidas em liberdade.

Os judocas continuam treinando no Instituto Reação e competindo pelo Time de Refugiados em competições estaduais.

MENU